quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

CRIAR [ poema escrito por ELAINE ÁVILA CRUZ ]


Criar
Saber lidar com as angústias.
Falar com o corpo o que a fala não consegue expressar, dizer.
Criar …
Consagrar a loucura!
Possibilidade de expor-se, abrir-se, sem ser censurado, sem um certo e errado.
'Cavucar' as memórias fósseis, acordar os sentidos, 
Dança uma maneira de sentir-se no mundo, com as pessoas -
Uma formiga de braços abertos para o sol.
Arriscar-se, procurar o desacomodar-se do ser, do corpo, deste corpo.
Despertar as raízes do mesmo, dessa memória adormecida.
Beijar a terra com os pés, goiabeira, ovo choco, pitangueira, carriola, mangueira, cangar
um vagalume, é possível?
Sons ruminantes ecoam pelos corpos.
Dança contato com a pulsação da vida.
Consciência do corpo, volume que ocupa, reocupa os espaços.
Cria, recria, procria …
Sinto que muitas vezes meu corpo não expressa tudo o que sinto.
São muitos sentimentos.
Encontro com o macro e o micro …
Divino!



ELAINE ÁVILA CRUZ , Abril 2007

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